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Memórias: De Inspector da Polícia Judiciária do Porto a Director da Polícia de Investigação Criminal de Lisboa após a Implantação da República em Portugal (Portuguese Edition)

Author João Eloy
Publisher CreateSpace Independent Publishing Platform
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Book Details
Author(s)João Eloy
ISBN / ASIN147914942X
ISBN-139781479149421
AvailabilityUsually ships in 24 hours
Sales Rank4,314,946
MarketplaceUnited States 🇺🇸

Description

João Eloy Pereira Nunes Cardoso nasceu na Ilha de S. Tomé, África Ocidental, em Outubro de 1875, vindo pouco depois para Lisboa onde é baptizado em Janeiro de 1876. Obtém o Grau de Bacharel Formado em Direito pela Universidade de Coimbra em Julho de 1900 e em Março de 1903 é nomeado a título vitalício Delegado do Procurador da Coroa e Fazenda da Comarca de Lourenço Marques. Regressado ao Reino em Abril de 1904 por motivos de saúde, é no mesmo ano designado Delegado do Procurador Régio na Comarca da Lourinhã e, em 1905, é nomeado para idêntico lugar na Comarca de Pombal por José d’Alpoim. Após a implantação da República, passa a desempenhar as funções de Delegado do Procurador da República na mesma Comarca. Em Novembro de 1912 toma posse como Inspector da Polícia Judiciária do Porto e em Maio de 1914 é nomeado Director da Polícia de Investigação Criminal de Lisboa (P.I.C.) a convite de Bernardino Machado. Em Abril de 1915 solicita a exoneração daquele cargo; contudo, a pedido de Cassiano Neves, mantém-se em funções até que em 13 de Maio dá por terminado o seu compromisso e considera-se demitido. Porém, em virtude da eclosão do Movimento Revolucionário de 14 de Maio mantém-se no seu posto e, a pedido dos Ministros do Interior e das Finanças, dirige as investigações relativas a diversos presos e desenvolve as acções necessárias a garantir a segurança dos monárquicos regressados do estrangeiro. Em 27 desse mês dá por terminadas as suas funções e retira-se para Pombal onde se dedica à advocacia, sendo então nomeado interinamente Ajudante do Procurador-Geral da República. Em Março de 1917 é promovido a Juiz de Direito, em Janeiro de 1918 é declarado adido ao Quadro da Magistratura Judicial e em Abril de 1918 consegue, a seu pedido, a nomeação como oficial do Registo Civil no Concelho de Pombal pelo governo de Sidónio Pais. No período da Ditadura Militar recusa um convite de Gomes da Costa para retomar a direcção da P.I.C., mas reassume tal cargo em 16 de Setembro de 1926 durante o governo de Óscar Carmona. Em Novembro desse ano é nomeado Conservador da Sétima Conservatória do Registo Civil de Lisboa, lugar que ocupa até ao final da sua vida activa, vindo a falecer na Capital em Abril de 1944.