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Psicanalise da Mulher Pos-moderna: Cronicas, contos, ensaios e poemas (Teses & Dissertacoes) (Volume 5) (Portuguese Edition)

Author Cleberson Eduardo da Costa
Publisher CreateSpace Independent Publishing Platform
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Book Details
ISBN / ASIN1547023147
ISBN-139781547023141
AvailabilityUsually ships in 24 hours
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MarketplaceUnited States 🇺🇸

Description

I É fato que não somente os homens ditos tradicionais, mas também a sociedade patriarcal como um todo, incluindo-se aí muitas mulheres de cultura judaico-cristã, têm demonstrado certo desconforto, ojeriza, náusea e, na mesma via, criado resistências aos novos valores defendidos, vividos e compartilhados pelas mulheres ditas pós-modernas ou feministas. Alguns e algumas, por exemplo, as tem chamado de loucas, psicóticas, neuróticas, pervertidas e ateias; outros de vadias, libertinas, promíscuas, poligâmicas, etc. A pergunta é: As mulheres ditas pós-modernas e/ou feministas têm buscado romper com os valores da chamada sociedade patriarcal porque são libertinas, estão ficando loucas ou sendo possuídas por ideologias diabólicas e ateístas como muitos indivíduos de cultura judaico-cristã ou tradicional têm ainda hoje dito e/ou pregado? II A temática, como se pode perceber, é complexa. Todavia, pode-se com propriedade afirmar que o novo modo de vida (e valores) das mulheres ditas pós-modernas ou feministas não se trata (nem de longe) de um problema psicopatológico, e muito menos espiritual, etc., mas sim de natureza ético-comportamental, porque substanciado na busca por uma mudança de paradigma sociopolítico. Quais são, pergunta-se, além daquelas que já tem circundado no senso comum, as principais diferenças existentes entre elas? Pode-se dizer que são muitas. Mas que, resumidamente: 1- A mulher tradicional, como muitos sabem, é aquela, criada à imagem e semelhança da mãe, que, além de quase assexuada e sem desejo próprio, é vista e/ou coloca-se como santa, imaculada. Isto é, como aquela que, ao “padecer no paraíso”, não goza à vida (em todos os sentidos) porque sobrevive para realizar os prazeres ou desejos dos outros, incluindo-se aí os do dito marido e dos filhos, etc., uma vez que o seu destino era /ou é visto como sendo o de casar e procriar. 2- A mulher pós-moderna, ao contrário da tradicional, é a dita anti “status quo”, é a dita “anti santa”, é a mulher que, entre outras coisas, contrariando em muitos aspectos os valores da sociedade patriarcal, busca também viver e sentir prazer. Ela pode até ser mãe e dona de casa se quiser, mas isso está longe de ser uma obrigação ou imposição cultural. Ela é aquela que assume-se como dona do seu corpo e do seu tempo. Ela é aquela que faz ginástica para melhorar a saúde e se sentir mais bonita. Ela é aquela que está disposta também a fazer plástica se julgar necessário. Ela é aquela que busca ocupar, além do lar, outros espaços, principalmente os ditos profissionais, por meio da dedicação aos estudos, etc. Ela é aquela que, sob a filosofia do amor livre, a fim de não engravidar e/ou controlar a gravidez, faz uso da pílula anticoncepcional, da masturbação e de muitas outras práticas ditas não convencionais. Todavia, por mais paradoxal que possa parecer, ela é também aquela que ainda busca e/ou sonha encontrar a sua alma gêmea. No campo das conquistas, por exemplo, ela não espera mais ser escolhida: ela é capaz de tomar a iniciativa em relação à busca do par afetivo e/ou sexual desejado. III O livro, um amálgama de crônicas, contos, poemas e ensaios, epistemologicamente fundamentado, aborda a temática da mulher dita pós-moderna ou feminista, mas sob a égide de diversos olhares. Ou seja: 1- Questiona os valores da sociedade patriarcal, assim como também às ideias tradicionais de loucura contidas nas obras de Freud e Lacan que muitas vezes têm sido utilizadas para classificá-las, confrontando as mesmas com a psicanálise existencial ou teoria filosófica existencial-humanista. E, ao mesmo tempo: 2- Defende (de forma epistemologicamente fundamentada) a ideia de que, por estarmos, enquanto espécie, imersos numa condição humana (muito além da ideia de natureza humana), é preciso que se respeite e dialogue com novas formas de existência que diminuam e/ou buscam dinamitar injustiças, violências ou desigualdades (especialmente em relação às mulheres).