Memórias: De Inspector da PolÃcia Judiciária do Porto a Director da PolÃcia de Investigação Criminal de Lisboa após a Implantação da República em Portugal (Portuguese Edition)
Description
João Eloy Pereira Nunes Cardoso nasceu na Ilha de S. Tomé, Ãfrica Ocidental, em Outubro de 1875, vindo pouco depois para Lisboa onde é baptizado em Janeiro de 1876. Obtém o Grau de Bacharel Formado em Direito pela Universidade de Coimbra em Julho de 1900 e em Março de 1903 é nomeado a tÃtulo vitalÃcio Delegado do Procurador da Coroa e Fazenda da Comarca de Lourenço Marques. Regressado ao Reino em Abril de 1904 por motivos de saúde, é no mesmo ano designado Delegado do Procurador Régio na Comarca da Lourinhã e, em 1905, é nomeado para idêntico lugar na Comarca de Pombal por José d’Alpoim. Após a implantação da República, passa a desempenhar as funções de Delegado do Procurador da República na mesma Comarca. Em Novembro de 1912 toma posse como Inspector da PolÃcia Judiciária do Porto e em Maio de 1914 é nomeado Director da PolÃcia de Investigação Criminal de Lisboa (P.I.C.) a convite de Bernardino Machado. Em Abril de 1915 solicita a exoneração daquele cargo; contudo, a pedido de Cassiano Neves, mantém-se em funções até que em 13 de Maio dá por terminado o seu compromisso e considera-se demitido. Porém, em virtude da eclosão do Movimento Revolucionário de 14 de Maio mantém-se no seu posto e, a pedido dos Ministros do Interior e das Finanças, dirige as investigações relativas a diversos presos e desenvolve as acções necessárias a garantir a segurança dos monárquicos regressados do estrangeiro. Em 27 desse mês dá por terminadas as suas funções e retira-se para Pombal onde se dedica à advocacia, sendo então nomeado interinamente Ajudante do Procurador-Geral da República. Em Março de 1917 é promovido a Juiz de Direito, em Janeiro de 1918 é declarado adido ao Quadro da Magistratura Judicial e em Abril de 1918 consegue, a seu pedido, a nomeação como oficial do Registo Civil no Concelho de Pombal pelo governo de Sidónio Pais. No perÃodo da Ditadura Militar recusa um convite de Gomes da Costa para retomar a direcção da P.I.C., mas reassume tal cargo em 16 de Setembro de 1926 durante o governo de Óscar Carmona. Em Novembro desse ano é nomeado Conservador da Sétima Conservatória do Registo Civil de Lisboa, lugar que ocupa até ao final da sua vida activa, vindo a falecer na Capital em Abril de 1944.
