A bailarina empoeirada v. 2: Histórias do povo de BrasÃlia (Volume 2) (Portuguese Edition)
40.00
USD
Book Details
Author(s)Luiz Humberto de Faria Del'Isola
ISBN / ASIN1492200115
ISBN-139781492200116
Sales Rank99,999,999
MarketplaceUnited States 🇺🇸
Description
Este volume dá prosseguimento à narrativa iniciada em "A bailarina empoeirada v. 1", sobre a história de BrasÃlia, a capital do Brasil. Em junho de 1961, cerca de cem prostitutas de uma cidade-satélite de BrasÃlia, capital do Brasil, foram acordadas de madrugada, arrebanhadas como gado e jogadas na carroceria de caminhões da Prefeitura do Distrito Federal. Ficaram largadas no meio do cerrado, a cerca de 40km da capital recém-inaugurada. À época, os jornais as chamavam, pudicamente, de bailarinas. Esta é a razão do tÃtulo deste livro. A construção da Capital já está muito bem documentada em outras obras (com seus mitos: Juscelino, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão, arquitetos e urbanistas). O que fizeram os autores, em pesquisa de quase duas décadas, foi o registro da história das gentes que para cá vieram e construÃram a cidade real dentro da cidade utópica. São padres e freiras, sindicalistas e deputados, professores e alunos, crianças e bailarinas, músicos e comerciantes. Mais do que isso, o foco maior é a conquista da cidadania por esses pioneiros: a sua luta pelo direito de morar, pelo direito de votar (sim, o Brasil votava e os cidadãos de BrasÃlia só o puderam fazer em 1986). Alguns registros são inéditos: a história da transferência do Supremo Tribunal Federal, expondo a humanidade dos integrantes da Suprema Corte, com seus discursos pitorescos e surpreendentes; a resistência e as dores dos parlamentares que foram obrigados a deixar as areias de Copacabana e passaram a morar num cerrado quase vazio; o estranhamento dos sotaques; as brigas entre as “patotas†de goianos e cariocas. Mais: o amplo movimento retornista que apavorou os primeiros anos de BrasÃlia, além da desconstrução de alguns mitos que ficaram no imaginário nacional: a morte de Bernardo Sayão e o chamado “massacre da Pacheco Fernandesâ€, entre muitos outros. É a história de uma gente comum que soube construir uma Capital incomum.
