A industria Cultural & a Criacao do mito do Principe encantado (Portuguese Edition) Buy on Amazon

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A industria Cultural & a Criacao do mito do Principe encantado (Portuguese Edition)

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ISBN / ASIN1497326001
ISBN-139781497326002
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Description

As sociedades do capital, a partir do desenvolvimento da Indústria Cultural, criaram dois tipos padronizados e ideais de homens e mulheres, na maioria das vezes paradoxais em si mesmos como, por exemplo: 1- Homens que, ao mesmo tempo, são ricos, inteligentes, musculosos, elegantes, fiéis às suas amadas, carinhosos e pais de família, etc., ou seja, as representações fictícias perfeitas dos príncipes encantados; 2- Mulheres que, ao mesmo tempo, são ditas do tipo de família, comportadas, fiéis, donas de casa, mães exemplares e, na mesma via, ditas escravas sexuais, gostosas, sex, sedutoras, etc. Como se vê, esses dois ideais ditos perfeitos de homens e mulheres são paradoxais e, portanto, com raríssimas exceções, não existem no mundo real. Ou seja, no mundo real, fora da ficção, os homens ditos ricos (estereótipos de príncipes encantados), ditos belos, musculosos, elegantes, etc., com raras exceções, não estão em busca de uma só mulher para relacionamentos, mas de várias, usando-as como produtos descartáveis e, nesse sentido, não estão também procurando serem pais de família. Isto é, os homens, nessas condições, não pensam em se relacionar com uma só mulher: eles, na maioria das vezes, são apenas pelas muitas mulheres amados e idealizados como solução para as suas vidas. Do outro lado, do feminino, dá-se o mesmo: “Muitas mulheres que procuram, a todo custo – fazendo plásticas, aulas intensas de academia, colocando próteses de silicone, etc. –, investir maciçamente na busca da beleza, tentando-se, assim, entrarem no dito padrão de beleza, não o fazem para poder se relacionar com um só parceiro, mas para serem amadas e/ou desejadas por vários (a)”. Em outras palavras, as mulheres que os homens ditos “galinhas” (do tipo príncipes) não se casam, quando elas se casam, se casam com aqueles que nunca conseguiram serem os ditos “pegadores”, sejam eles ricos ou pobres. Discutiremos essa problemática por meio da compreensão do modo como homens e mulheres (nas últimas décadas) têm sido criados, partindo de uma perspectiva e análise filosoficamente críticas, dentro dos planos históricos, sociológicos e antropológico-culturais, envolvendo os processos fragmentados e/ou fragmentários ideológicos de socialização, criados, desenvolvidos e sistematicamente estes nas sociedades capitalistas ocidentais pós-modernas. O faremos, entretanto, a partir das proposições de Theodor Adorno, especialmente com base em seus axiomas relativos à Indústria cultural.

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