O sexo sentido: Livro três: A revoada dos elefantes (Volume 3) (Portuguese Edition)
Book Details
Author(s)Marcos A. Moura Vieira
ISBN / ASIN1502547678
ISBN-139781502547675
MarketplaceFrance 🇫🇷
Description
O sexo sentido é a terceira parte do romance experimental A revoada dos elefantes. Trata-se de uma narrativa ficcional escrita em primeira pessoa do ponto de vista da personagem-escritora Holda Archanjo. A escritora articula neste livro demo a sua perspectiva do encontro com as personagens IsaÃas Cruz e Tulio Arnachand Botelho, na praia do Rosa, durante o último carnaval do século passado. Ao primeiro livro Edita-me ou te devoro, coube a autoria fictÃcia de Tulio Armachand Botelho. O narrador-personagem relata a história do relacionamento da escritora Holda Archanjo com o seu editor IsaÃas Cruz, acompanhando a tentativa que o editor faz de comunicar-se com a escritora durante o último carnaval do milênio. Ao segundo livro, Cartas de IsaÃas coube a organização da personagem editor IsaÃas Cruz, para apresentar basicamente as correspondências e apontamentos trocados entre ele e Holda Archanjo. A coletânea desses escritos teçe uma crônica epistolar do horizonte apreciativo da sociedade brasileira no bote de iniciar o século XXI. A presente edição de O sexo sentido, finaliza os três volumes de A revoada dos elefantes, atualizando o projeto por mim visualizado e desenvolvido na oficina de romance conduzida pelo escritor Luiz Antônio de Assis Brasil, na década de noventa do século XX, como parte do programa de extensão em Literatura Brasileira da PontifÃcia Universidade Católica de Porto Alegre. Ao planejar a estrutura narrativa de A revoada dos elefantes mantive em foco o experimento de dar um passo à frente ao salto de qualidade que o texto Les Lauriers sont Coupés de Éduard Dujardin possibilitou à escritura literária, ao introduzir o diálogo interior. Meu desafio foi de inaugurar um diálogo entre os gêneros hÃbridos que possibilitasse a história ser contada fora da estrutura enunciativa linear do romance, ou seja, que na realidade a narrativa se faça e se revele no dialogo interior articulado na consciência mesma do leitor. Chamo a esse recurso, ainda de difÃcil recepção pelo auditório social ampliado da minha época, de diálogo hibrido genérico ou trans-estutural. Em “A revoada dos elefantes†procurei realizar uma ficção nova que, a exemplo das artes plásticas contemporâneas, constitui-se no fosso da sua base conceptual para realizar e dar o acabamento à criatividade artÃstico-estética na própria enunciação de um gênero emergente. Desse modo a ficção traçada em “A revoada dos elefantes†se realiza não apenas por ou através de um gênero literário autoritário, mas ela se anuncia eminentemente persuasiva na teia plurilÃngue dos gêneros hÃbridos que entrecruza (por exemplo: novela, carta e diário; narrativa, correspondência e autobiografia; romance crônica e poesia). A publicação dos três livros em separado materializa o meu projeto de instalação literária - conferindo mobilidade aos três textos como de autoria de um outro: a personagem. Não se trata de três estórias contadas por três narradores, posto que o narrador se coloca como um outro do mesmo; trata-se de três personagens que retomam um cronotopo para contar, da sua perspectiva e com seus recursos genéricos, um viés da história que vivenciaram. Desse modo instauro um ato performativo que confia a Túlio, Holda e IsaÃas o estatuto e a assinatura de autores, e me ajuda a dar acabamento a esta proposta narrativa nova e necessária (deixando à parte a agonia de sentir a grande história fugindo no bote da terceira margem).
