A Serpente sem casca: Da crise à Frente Popular (Portuguese Edition)
Book Details
Author(s)Roberto Amaral
ISBN / ASINB014T4LGEQ
ISBN-13978B014T4LGE1
Sales Rank99,999,999
MarketplaceUnited States 🇺🇸
Description
Roberto Amaral é uma figura emblemática da esquerda brasileira e além de ter sido Ministro de Estado do primeiro Governo Lula, ocupou um papel destacado na reorganização do PSB, que emergiu - na época - como uma das grandes possibilidades polÃticas e organizativas da nossa esquerda. Seu currÃculo vem da clandestinidade, com Apolônio de Carvalho, Jacob Gorender e Mário Alves, atravessa as lutas pela redemocratização, como militante e formulador e hoje, com uma incrÃvel energia e vontade polÃtica, põe a sua experiência e inteligência a serviço de um novo projeto: a organização de uma nova Frente polÃtica - com hegemonia da esquerda democrática no momento em que os valores do liberalismo de direita, que pareciam mortos, ressurgem com uma força extraordinária.
Este pequeno volume é um grande degrau na construção desta Frente, no momento em que distintos grupos polÃticos, organizações da sociedade civil, movimento sindical, intelectualidade - de dentro e fora da academia - setores e grupos partidários nem sempre afinados com as suas direções, lançam Cartas polÃticas, Manifestos, textos de protesto e de propostas, para buscar uma renovação no projeto de desenvolvimento, que atingiu positivamente a vida de mais de 50 milhões de brasileiros.
Momento também, que a direita tradicional e uma boa parte da centro-direita, que se apresentava como reconciliada com a democracia, se aproxima do fascismo, da intolerância, da defesa de polÃticas de apartheid econômico e social, que caracterizam o ideário mundial neoliberal. Nesta postura, são apoiados vergonhosamente pela mÃdia oligopolizada, que, se é verdade, que nunca esteve preocupada com o cumprimento das suas obrigações democráticas e nacionais, previstas na Constituição Federal, passou a ser um aglomerado polÃtico de defesa dos valores mais reacionários da direita e dos ‘‘ajustes’’, promovidos sob a tutela do capital financeiro em todo o mundo. Além disso, promove uma cobertura unilateral e manipulatória, contra a esquerda, ao centrar exclusivamente neste campo polÃtico a paternidade dos casos de corrupção, que estão sendo apurados e descobertos no pais.
Há, portanto, em andamento, no Brasil, uma crise da democracia, tal qual foi constituÃda pela Carta de 88. E uma crise da economia, pelo sentido ‘‘ortodoxo’’, que vem sendo dado pelo Governo, à s medidas econômicas para atenuar, aqui, os efeitos da crise global do capitalismo. Ao não conseguir resistir à s pressões que vem da sua própria base partidária, da qual dependem todos os Governos para governar dentro da Constituição, o Governo Federal adota o receituário dos seus adversários, para tentar retomar o crescimento. Esta dupla crise chama a uma movimentação de ‘‘fora para dentro’’, para ser debelada a partir de uma perspectiva de esquerda e democrática. Tanto de ‘‘fora para dentro’’ dos partidos, para colaborar com eles, na invenção de um ‘‘ajuste’’ polÃtico, nos seus programas de desenvolvimento, como de ‘‘ fora para dentro’’, do Governo, para que ele não permaneça refém da parte mais conservadora da sua Coalizão.
Só uma ampla Frente, nacional e popular, fundada nos valores da democracia e do pluralismo polÃtico da nossa esquerda histórica, em conjunto com os movimentos, a intelectualidade acadêmica e não acadêmica, as lideranças partidárias e independentes, podem, neste momento, resgatar a vontade de mudança que retirou o paÃs do atraso e da estagnação e nos tornou um paÃs mundialmente acatado e respeitado. A luta contra as desigualdades sociais, que permanecem ainda brutais no Brasil, é o próximo capÃtulo desta unidade. Roberto Amaral é um protagonista polÃtico de primeira e um emblema moral desta disputa.
Este pequeno volume é um grande degrau na construção desta Frente, no momento em que distintos grupos polÃticos, organizações da sociedade civil, movimento sindical, intelectualidade - de dentro e fora da academia - setores e grupos partidários nem sempre afinados com as suas direções, lançam Cartas polÃticas, Manifestos, textos de protesto e de propostas, para buscar uma renovação no projeto de desenvolvimento, que atingiu positivamente a vida de mais de 50 milhões de brasileiros.
Momento também, que a direita tradicional e uma boa parte da centro-direita, que se apresentava como reconciliada com a democracia, se aproxima do fascismo, da intolerância, da defesa de polÃticas de apartheid econômico e social, que caracterizam o ideário mundial neoliberal. Nesta postura, são apoiados vergonhosamente pela mÃdia oligopolizada, que, se é verdade, que nunca esteve preocupada com o cumprimento das suas obrigações democráticas e nacionais, previstas na Constituição Federal, passou a ser um aglomerado polÃtico de defesa dos valores mais reacionários da direita e dos ‘‘ajustes’’, promovidos sob a tutela do capital financeiro em todo o mundo. Além disso, promove uma cobertura unilateral e manipulatória, contra a esquerda, ao centrar exclusivamente neste campo polÃtico a paternidade dos casos de corrupção, que estão sendo apurados e descobertos no pais.
Há, portanto, em andamento, no Brasil, uma crise da democracia, tal qual foi constituÃda pela Carta de 88. E uma crise da economia, pelo sentido ‘‘ortodoxo’’, que vem sendo dado pelo Governo, à s medidas econômicas para atenuar, aqui, os efeitos da crise global do capitalismo. Ao não conseguir resistir à s pressões que vem da sua própria base partidária, da qual dependem todos os Governos para governar dentro da Constituição, o Governo Federal adota o receituário dos seus adversários, para tentar retomar o crescimento. Esta dupla crise chama a uma movimentação de ‘‘fora para dentro’’, para ser debelada a partir de uma perspectiva de esquerda e democrática. Tanto de ‘‘fora para dentro’’ dos partidos, para colaborar com eles, na invenção de um ‘‘ajuste’’ polÃtico, nos seus programas de desenvolvimento, como de ‘‘ fora para dentro’’, do Governo, para que ele não permaneça refém da parte mais conservadora da sua Coalizão.
Só uma ampla Frente, nacional e popular, fundada nos valores da democracia e do pluralismo polÃtico da nossa esquerda histórica, em conjunto com os movimentos, a intelectualidade acadêmica e não acadêmica, as lideranças partidárias e independentes, podem, neste momento, resgatar a vontade de mudança que retirou o paÃs do atraso e da estagnação e nos tornou um paÃs mundialmente acatado e respeitado. A luta contra as desigualdades sociais, que permanecem ainda brutais no Brasil, é o próximo capÃtulo desta unidade. Roberto Amaral é um protagonista polÃtico de primeira e um emblema moral desta disputa.
