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INTIMAMENTE - versos e prosas com linguagens variadas (Portuguese Edition)

Author Fábio Braga de Alencar
Publisher FBA books
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Book Details
PublisherFBA books
ISBN / ASINB00W5YQ9BS
ISBN-13978B00W5YQ9B8
Sales Rank99,999,999
MarketplaceUnited States 🇺🇸

Description

Fábio Braga é nacionalmente reconhecido por suas obras reunindo versos e prosas em contextos diversos. A sua maneira multilinguística de escrever o torna um autor diferenciado. A sua marca registrada consiste em não repetir as mesmas formas de linguagem, muito comum à maioria dos escritores.

A poesia Pérola Rara é uma nítida homenagem ao homem trabalhador. O herói da sua amada. Aquele cidadão que enfrenta as turbulências tanto econômicas como sociais e no final se sai vitorioso, contando sempre com as forças superiores, que são a pilastra de sua existência.

PÉROLA RARA

Vela, tão bela; brava galera; navega e navega
pra baixo e pra cima, pra todos os lados, qual pérola rara
sobre o mar revolto, mar de labirinto, mar da maldade

Tremula e tremula em ritmo de aventura,
ao sopro dos deuses, à força das brisas, à ira dos raios
e das tempestades
como quem labuta exclusivamente
por um pedaço de céu azul ensolarado

Veleiro veleja, sem remo e sem rumo, intercepta cometas
pegando carona no cume das ondas
que vão e que vêm
ao som das trombetas, a favor da sorte,
ao sabor de ninguém

Ancora na terra, no porto seguro,
o farol é a sereia, uma luz à distância
brilhando e brilhando
qual estrela-guia
dando boas-vindas
à nau da sua vida, ao herói do oceano

Brinda Netuno, brinda Iemanjá
a volta à Atlântida, ao lar, doce lar,
não mais a regata com ar de procela,
somente a lembrança de que foi o primeiro
de todos os barcos
a sair da areia de seus próprios castelos

Navegou, navegou na mão de Posêidon, na bênção das vagas,
no branco das velas, porque branco é a paz, a paz de espírito
sem a qual não se veleja, sem a qual não se navega

Três da Manhã é uma poesia voltada ao ser boêmio. Com todas as letras este texto é fiel a um cotidiano de brasileiro casado, mas que não aceita perder a sua liberdade de solteiro, preso aos cabrestos do casamento. O que causa a frustração de muitas esposas.

TRÊS DA MANHÃ

Um copo na mesa
um ar de tristeza
um barco no mar
um porto distante
uma sombra a vagar
um vulto na janela
uma mulher em casa
um homem no bar

Duas cervejas
duas cabeças
dois corações
dois universos
duas riquezas
duas ruínas
duas dúvidas
duas soluções

Três da manhã
três clientes a sair
três chaves de ignições
três partidas sem destino
três amigos
três ilusões
três doses de whisky
três de conhaque
três de vinho

Motins é uma poesia curta mas forte, que demonstra o quanto o amor às vezes não é correspondido, e as consequências dessa desilusão

MOTINS

Eu egoísta, eu me devoro
o eu que a ti implora, por que optaste por mim?
por que justo por mim dentre tantos iguais?
ignoras o eu que sou ou o eu que fui, mesmo tendo sido eu e não outro o provedor desses desdéns entre nós

Eu me amo apesar de mim e creio ser honesto o eu te amo que há por ti ou o eu te amei de tantas horas
tu vens declarando o teu amor por mim e eu entendo a dor que há em si
e, sem a mim, tu vais vivendo nos festivos ais e uis a sós, tu vais morrendo no eu que te explora vais renascendo nos motins de nós