A MORTE DO HOMO SAPIENS: A AÇÃO IRRACIONAL COMO UM VALOR SOCIAL (Portuguese Edition)
Book Details
Author(s)CLEBERSON EDUARDO DA COSTA
ISBN / ASINB00J1O3BK2
ISBN-13978B00J1O3BK0
MarketplaceFrance 🇫🇷
Description
Segundo Karl Marx , “para que o homem possa ser capaz de transformar (a sociedade ou a sua condição sócio-existencial) é preciso, antes, que ele seja capaz de transformar-se”.
Nesse sentido, para poder transformar-se é preciso também poder pensar: libertar-se das ideologias que, embrutecendo o pensamento, fazem com que os homens deixem de ser seres racionais, “homo sapiens” e/ou homo intelectos, e se transmutem em “homo faber” e/ou animais irracionais, existindo apenas como técnicos e/ou especialistas do saber, alienados para a compreensão simultânea das partes e do todo, culminados num estado de “animalização” e/ou de uma “condição humana sócio-existencial inumana, desumana e/ou inautêntica.”
Em outras palavras, para poderem ser capazes de transformarem-se e, na mesma via, de transformar, os homens precisam se libertar de uma “condição humana inumana e/ou desumana”, há séculos sistematizada, motivada pelos valores Cartesianos, Positivistas, Pragmáticas, construídos estes por meio de símbolos, formas particularistas de inserção social, especializadas de aprendizagem e de inserção no mundo do trabalho, mediante o avanço das ciências, atrelada esta ao desenvolvimento do capitalismo, com suas revoluções industriais.
Outra dimensão desse processo de irracionalidade instituída e/ou sistematizada, como um valor social nas sociedades capitalistas ocidentais contemporâneas, está, também, dada naquela que é diretamente causada e fomentada pela “Indústria Cultural”, onde, como bem ressaltou a filósofa Marilena Chauí, por meio dela e para ela, são construídos e mantidos, os chamados “espectadores médios”, “leitores médios”, aos quais são atribuídas certas “capacidades mentais médias”, numa espécie de sistematização - também fora das ideológicas instituições educativas de Estado – da chamada “pedagogia da mediocridade”.
A intrínseca relação entre esses dois processos de irracionalidades sistematizados nessas sociedades capitalistas ocidentais pós-modernas pode ser entendida como um mecanismo de “inversão dos processos de captação e/ou apreensão da realidade” pelos sujeitos, nela transformados em objetos, onde o inteligível, através da exigência de interiorização e, numa outra via, de exteriorização, como respostas a fragmentados conceitos simbólicos no campo visual, fica reduzido aos estados humanos, ou melhor, inumanos de meramente:
1- copiar e reproduzir;
2- aprender somente pensamentos, sob a forma de acúmulo de informações, e não de aprender a pensar.
Ou seja, se o “homo sapiens”, segundo a Antropologia, se diferencia dos outros animais ditos inferiores porque possui a capacidade de “evoluir do sensível para o inteligível”, nessas sociedades, ao contrário, tragicamente, eles estão colocados como seres irracionais, simbólicos, limitados a apreenderem a realidade de forma fragmentada, por meio da exigência social de respostas a estímulos visuais e culturais, enquanto produtos culturais, também de forma fragmentária e/ou fragmentária.
Esses fatos talvez expliquem porque as sociedades ocidentais capitalistas contemporâneas estejam sempre mudando, através dos seus processos de “modernização e/ou industrialização” (obsolescência programada) sem, necessariamente, nesses mesmos processos, de fato, significativamente também mudarem, uma vez que, nelas, os seres sociais são transformados, em várias instâncias institucionais, como a fábrica, a escola, etc., em seres irracionais.
Ou seja, esses processos de “mudanças imutáveis”, nessas sociedades, tornam-se visíveis quando se constata, por exemplo, que, mesmo após séculos e/ou décadas de injustiças sociais:
1- As desigualdades sociais, no Brasil, na África e na América latina, desde os períodos ditos pós-coloniais, só tem aumentado apesar dos ditos desenvolvimentos econômicos, culturais e industriais;
2- O acesso a uma educação pública, gratuita e de qualidade, nesses países, há séculos e décadas continuam sendo uma grande utopia, assim como a efetiva vontade popular nas decisõe
Nesse sentido, para poder transformar-se é preciso também poder pensar: libertar-se das ideologias que, embrutecendo o pensamento, fazem com que os homens deixem de ser seres racionais, “homo sapiens” e/ou homo intelectos, e se transmutem em “homo faber” e/ou animais irracionais, existindo apenas como técnicos e/ou especialistas do saber, alienados para a compreensão simultânea das partes e do todo, culminados num estado de “animalização” e/ou de uma “condição humana sócio-existencial inumana, desumana e/ou inautêntica.”
Em outras palavras, para poderem ser capazes de transformarem-se e, na mesma via, de transformar, os homens precisam se libertar de uma “condição humana inumana e/ou desumana”, há séculos sistematizada, motivada pelos valores Cartesianos, Positivistas, Pragmáticas, construídos estes por meio de símbolos, formas particularistas de inserção social, especializadas de aprendizagem e de inserção no mundo do trabalho, mediante o avanço das ciências, atrelada esta ao desenvolvimento do capitalismo, com suas revoluções industriais.
Outra dimensão desse processo de irracionalidade instituída e/ou sistematizada, como um valor social nas sociedades capitalistas ocidentais contemporâneas, está, também, dada naquela que é diretamente causada e fomentada pela “Indústria Cultural”, onde, como bem ressaltou a filósofa Marilena Chauí, por meio dela e para ela, são construídos e mantidos, os chamados “espectadores médios”, “leitores médios”, aos quais são atribuídas certas “capacidades mentais médias”, numa espécie de sistematização - também fora das ideológicas instituições educativas de Estado – da chamada “pedagogia da mediocridade”.
A intrínseca relação entre esses dois processos de irracionalidades sistematizados nessas sociedades capitalistas ocidentais pós-modernas pode ser entendida como um mecanismo de “inversão dos processos de captação e/ou apreensão da realidade” pelos sujeitos, nela transformados em objetos, onde o inteligível, através da exigência de interiorização e, numa outra via, de exteriorização, como respostas a fragmentados conceitos simbólicos no campo visual, fica reduzido aos estados humanos, ou melhor, inumanos de meramente:
1- copiar e reproduzir;
2- aprender somente pensamentos, sob a forma de acúmulo de informações, e não de aprender a pensar.
Ou seja, se o “homo sapiens”, segundo a Antropologia, se diferencia dos outros animais ditos inferiores porque possui a capacidade de “evoluir do sensível para o inteligível”, nessas sociedades, ao contrário, tragicamente, eles estão colocados como seres irracionais, simbólicos, limitados a apreenderem a realidade de forma fragmentada, por meio da exigência social de respostas a estímulos visuais e culturais, enquanto produtos culturais, também de forma fragmentária e/ou fragmentária.
Esses fatos talvez expliquem porque as sociedades ocidentais capitalistas contemporâneas estejam sempre mudando, através dos seus processos de “modernização e/ou industrialização” (obsolescência programada) sem, necessariamente, nesses mesmos processos, de fato, significativamente também mudarem, uma vez que, nelas, os seres sociais são transformados, em várias instâncias institucionais, como a fábrica, a escola, etc., em seres irracionais.
Ou seja, esses processos de “mudanças imutáveis”, nessas sociedades, tornam-se visíveis quando se constata, por exemplo, que, mesmo após séculos e/ou décadas de injustiças sociais:
1- As desigualdades sociais, no Brasil, na África e na América latina, desde os períodos ditos pós-coloniais, só tem aumentado apesar dos ditos desenvolvimentos econômicos, culturais e industriais;
2- O acesso a uma educação pública, gratuita e de qualidade, nesses países, há séculos e décadas continuam sendo uma grande utopia, assim como a efetiva vontade popular nas decisõe










